Livre-se dos incovenientes das bombas submersíveis

Nas Elevatórias de Esgotos ou de Efluentes, era comum a utilização de Bombas Verticais em poço úmido ou Bombas Horizontais, instaladas “afogadas” em um poço seco.

Estas alternativas apresentavam aspectos inconvenientes: elevados custos de manutenção e dificuldades para retirada da bomba vertical, devido ao seu eixo prolongado com mancais intermediários e no caso das bombas horizontais, os altos custos de obras civis para construção do poço seco, além dos riscos de inundação.

 

Depois tornou-se frequente a especificação das chamadas Bombas Submersíveis, que apresentavam vantagens comparando-se com os equipamentos mais antigos. O projeto de uma Estação Elevatória com bombas submersíveis tem entre suas principais características:

1. A bomba é instalada em poço úmido, ficando o conjunto moto-bomba submerso no líquido bombeado.
2. O poço de sucção, devido aos requisitos hidráulicos das bombas, é de grandes dimensões
3. A bomba pode ser instalada com um sistema de acoplamento automático a tubulação de recalque por meio de um tubo guia e pedestal ou através de mangotes flexíveis. Em ambos os casos, para o içamento das bombas, utiliza-se guincho e correntes.

 

Os usuários destas bombas submersíveis, entretanto, passaram a encontrar as seguintes dificuldades:

- Para executar-se a manutenção do equipamento, é necessário retirar a bomba do poço. Ocorrem, então, dois problemas: na retirada a bomba traz o esgoto aderido à carcaça (oferecendo riscos de saúde para o operador e para o mecânico); o esgoto do poço contamina a junta que faz a vedação entre a bomba e a tubulação de recalque e na recolocação raramente a bomba fica perfeitamente encaixada.

- O travamento do conjunto girante devido à aspiração de sólidos longos, finos e resistentes (arames, fios elétricos, tiras de couro, etc) que passem pelo crivo da sucção provocam grandes danos devido ao fato do conjunto ser monobloco (um eixo único para a bomba e motor). O travamento gera, na maioria das vezes, quebra da carcaça e dos selos mecânicos com inundação e queima do motor elétrico. Este reparo normalmente alcança entre 60% a 70% do custo de uma bomba nova.

- A freqüência de manutenção é alta.

- O custo de manutenção também é alto devido requerer mão-de-obra especializada.

Atualmente, tanto nos projetos de novas Estações Elevatórias, como na modernização de Estações antigas, as Bombas do tipo Re-autoescorvantes tem sido mais utilizadas que as de concepção de projeto mais antigo (verticais e submersíveis), em uma proporção crescente, na medida que os profissionais envolvidos tenham conhecimento das vantagens desta nova tecnologia. Os benefícios das Bombas Re-autoescorvantes estão presentes na fase de elaboração de projeto e na construção da Elevatória, isto é, simplicidade da instalação e baixos custos das obras civis.

Empresas de Saneamento, tanto públicas como concessionárias privadas estão adotando esta tecnologia mais atual. A CEDAE- Cia. Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro estabeleceu norma para “Projeto e Construção de Estações Elevatórias de Esgoto Sanitário – NT-3.200-000.000-SPT-04-001 – em que recomenda expressamente o uso de bombas re-autoescorvantes.

O download desta norma pode ser obtido pelo link: http://www.cedae.com.br/div/normacedaeelevatoriaesgoto.pdf

Deve-se ressaltar, entretanto, que os maiores benefícios serão notados pelos usuários do equipamento (operadores e mecânicos de manutenção) devido à facilidade, autonomia e rapidez para a execução de eventuais reparos e com custos muito menores que os das bombas submersas ou verticais.

As elevatórias equipadas com bombas Re-autoescorvantes têm as seguintes características:

- A bomba é instalada em casa de bombas estanque, sem contato com o poço de sucção. Apenas o tubo de sucção fica submerso no líquido.

- O poço de sucção é condicionado apenas por requisitos hidráulicos, sendo reduzido ao essencial, portanto o volume de concreto empregado é menor que no caso das bombas submersíveis.

 

Bombas auto-escorvantes convencionais, também chamadas de auto-aspirantes, são adequadas para operar, exclusivamente, com líquidos limpos, isentos de partículas e também sem possibilidades de sedimentação, pois não têm capacidade de fazer re-escorvamento. Na hipótese de ocorrer falha na válvula flap (na parte interna da bomba), devido a uma pequena partícula (grão de areia, por exemplo), sedimentação ou desgaste, a bomba auto-escorvante convencional não terá capacidade de eliminar o ar da tubulação de sucção.

 

Fonte: www.bombascentrifugas.com.br

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