Arquivo mensais:setembro 2013

BNDES cria programa para armazenagem de grãos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um programa de R$ 1 bilhão para financiar a construção e ampliação de silos e estruturas de armazenagem para produtores de grãos. O objetivo é mitigar o déficit de armazéns existente no país, em um ano em que a safra deverá ser recorde. O programa terá condições semelhantes à do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a compra de bens de capital (peças e equipamentos usados na produção).

De acordo com Juliana Santos da Cruz, chefe do departamento de relações com agentes financeiros do BNDES, a instituição realizou uma total reformulação do programa BNDES Cerealistas. Criado em 2008, o programa tinha dotação orçamentária de R$ 500 milhões e taxas variáveis superando os 5%.

O novo programa terá mais R$ 1 bilhão de orçamento com taxa fixa de 3,5% ao ano, incluindo intermediação financeira. O prazo que era de 144 meses passou para 180. Os recursos serão remanejados do PSI e não estão incluídos no Plano Safra. “Com a edição do PSI e agora esse boom da safra, houve a necessidade de melhorar as taxas também para esse programa”, disse Juliana ao Valor.

De acordo com Juliana, produtores de grãos de todos os portes registram déficit de armazenagem, o que fará com que a demanda seja distribuída tanto entre pequenas e médias empresas – com faturamento anual de até R$ 90 milhões, na classificação do banco – como de grandes empresas, com faturamento superior a esse valor.

O prazo entre a contratação e a liberação do empréstimo é de 30 dias. O programa é destinado a produtores de grãos de todo o país, mas, segundo o BNDES, a região Centro-Oeste costuma demandar mais recursos.

A capacidade de estocagem no país não tem crescido no mesmo ritmo que a atividade produtiva no campo. Ao se comparar dados de produção de grãos e capacidade de estoque, é possível notar um déficit de quase 30 milhões de toneladas.

A safra de grãos tem apresentado recordes sucessivos desde 2010, lembrou o gerente de Pesquisas Agrícolas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi. A previsão para este ano é de novo recorde, de 185,7 milhões de toneladas, 14,7% acima de 2012, segundo o mais recente Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LPSA) de junho.

Ao mesmo tempo, pesquisa de estoques também apurada pelo instituto mostrou capacidade de estocagem de 158,6 milhões de toneladas em 9.223 estabelecimentos ativos no país ao fim do ano passado. “Ter maior capacidade de estocagem é estratégico para o produtor, que pode armazenar o produto quando o preço de venda não é favorável”, afirmou Andreazzi.

 

Fonte: http://www.abiplast.org.br/

Como funciona o Programa Mais Água, Mais Renda – RS

As estiagens no Rio Grande do Sul são a causa de grandes prejuízos aos agropecuaristas e consequentemente aos municípios do Estado. Nos últimos 10 anos houve um comprometimento do potencial produtivo das lavouras gaúchas de 70%, fazendo com que a necessidade de irrigação suplementar às culturas varie de 80 a 300 mm. Para incentivar estrutura de irrigação em propriedades rurais, o governo lançou o programa “Mais Água, Mais Renda” que incentiva o armazenamento da água da chuva.

O PROGRAMA

  • As estiagens no Rio Grande do Sul são a causa de grandes prejuízos aos agropecuaristas e consequentemente aos municípios do Estado.
  • Nos últimos 10 anos houve um comprometimento do potencial produtivo das lavouras gaúchas de 70%, fazendo com que a necessidade de irrigação suplementar às culturas varie de 80 a 300 mm.
  • Dos 429,9 mil estabelecimentos agrícolas existentes no Estado, apenas 26,8 mil utilizam algum tipo de irrigação, significando apenas 6,2%.
  • O sistema mais utilizado é o de superfície (inundação), adotado em 16 mil estabelecimentos rurais gaúchos em lavouras de arroz, atingindo cerca de 1,2 milhões de hectares.
  • Nas áreas de sequeiro no RS, onde se cultiva na primavera-verão cerca de 5,6 milhões de hectares de soja, milho, fumo, feijão e hortícolas, há um total de apenas:

70.000 ha irrigados com pivô central,
30.000 ha com aspersão convencional e
5.000 ha com irrigação localizada (gotejamento).

  • A irrigação é uma tecnologia de fundamental importância para evitar frustrações de safras e manter níveis de produtividade uniformes ao longo dos anos, evitando oscilações de produção;
  • A irrigação no RS atuará verdadeiramente como o melhor seguro agrícola para o produtor rural.

 

Média de Produção dos últimos 10 anos no Rio Grande do Sul

Produção

 

Áreas não Irrigadas (kg/ha) Áreas Irrigadas (kg/ha)
Milho 3.486 até 12.000
Soja 2.051 até 3.800
Feijão 1.009 até 2.600

Tabela 1. Média dos últimos 10 anos no Rio Grande do Sul

Fonte: CONAB/EMATER

 

OBJETIVOS

  • Incentivar e facilitar a expansão da irrigação, viabilizando esta prática entre os agropecuaristas do Estado;
  • Aumentar a produtividade e a renda dos agropecuaristas, estimulando, também, o crescimento da renda pública.


PÚBLICO-ALVO:

  • Todos os agropecuaristas do Estado do Rio Grande do Sul que se comprometerem a adotar ou ampliar sistemas de produção irrigados em áreas de sequeiro.

 

BENEFÍCIOS DO PROGRAMA:

  • Agilidade no Licenciamento Ambiental e Outorga Prévia do uso da água para açudes até 10 ha e áreas irrigadas até 100 ha;
  • Incentivo financeiro para a implantação e/ou ampliação do uso de sistemas de irrigação (açudes e equipamentos para aspersão, sulcos e gotejamento).
Público Beneficiário Linhas de Crédito Reembolso concedido pelo Governo do Estado
Agricultura Familiar

Pecuarista Familiar

PRONAF 100% da primeira e última parcela
Médio Produtor PRONAMP 75% da primeira e última parcela
Outros Produtores MODERINFRA

FINAME PSI

50% da primeira e última parcela

Conforme Manual de Crédito Rural do Banco Central

 

Fonte: http://www.agricultura.rs.gov.brhttp://www.radiosoledade.com

 

Negócios com equipamentos de irrigação crescem 460% na Expointer

Se os números gerais da 36ª Expointer, que apresentaram um acréscimo de 62% nas vendas, surpreenderem, o volume de negócios registrado com equipamentos de irrigação foi ainda melhor, contabilizando, ao final do evento, no último domingo, um crescimento de 460% em relação ao ano anterior.

Segundo levantamento efetuado pelo programa Mais Água, Mais Renda, da secretaria da Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, foram encaminhados 468 contratos, representando uma movimentação financeira de R$ 314 milhões contra os R$ 56milhões verificados no ano passado.

Na opinião do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, os números confirmam o “despertar” do produtor gaúcho para a importância da irrigação. “Além de estabilizar a produção, os sistemas de irrigação proporcionam ganhos de produtividade”, explicou Mainardi.

O secretário credita o bom momento ao volume de crédito disponível, com custo reduzido, e ao Programa Mais Água, Mais Renda, que além de subsidiar de 12 a 30% os investimentos, também destrava os licenciamentos e outorgas ambientais.

 

Fonte: http://www.agricultura.rs.gov.br

 

Expointer sedia debate sobre os melhores sistemas de irrigação

O secretário Adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Claudio Fioreze, participou, na sexta (30), durante a 36ª Expointer, do Painel Campo e Debate, promovido pelo Campo e Lavoura e mediado pela jornalista Gisele Loeblein. Na oportunidade, os convidados falaram sobre as melhores maneiras de irrigar as lavouras do Estado.

Também participaram do debate o especialista em irrigação da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Inamasu, e o Presidente da Comissão de Irrigantes da Farsul, João Augusto Telles. “Hoje é totalmente viável investir  em irrigação, pois a relação custo beneficio está muito favorável”, destacou Fioreze. De acordo com o secretário, antigamente o sistema valia muito mais do que a própria terra. O sucesso do programa “Mais Agua, Mais Renda” iniciou oficialmente na Expointer 2012.

O programa subvenciona, por parte do Governo do Estado, duas parcelas do investimento para o produtor. Fioreze disse que a agilidade no processo de licenciamento ambiental, talvez seja o maior avanço dentro do programa.

Nos últimos 10 anos houve um comprometimento do potencial produtivo das lavouras gaúchas de 70%, fazendo com que a necessidade de irrigação suplementar às culturas varie de 80 a 300 mm. Dos 429,9 mil estabelecimentos agrícolas existentes no Estado, apenas 26,8 mil utilizam algum tipo de irrigação.

Os diferentes sistemas de irrigação foram abordados pelos presentes. O sistema mais utilizado no Estado é o de superfície (inundação), adotado em 16 mil estabelecimentos rurais gaúchos em lavouras de arroz, atingindo cerca de 1,2 milhão de hectares. Para Fioreze este é melhor momento de irrigar. “Tenho convicção de que vamos dobrar a área irrigada de 100 para 200 mil hectares”.

Em contrapartida, na concepção do secretário o maior gargalo existente é a falta de investimentos em equipamentos de irrigação, pois ainda é necessário aperfeiçoar os métodos. O Rio Grande do Sul possui apenas duas empresas fabricantes.

Apesar disso, o apoio do Governo, através de ações e as linhas de crédito existentes facilitam o investimento. “A irrigação no RS é o melhor seguro agrícola para o produtor rural”, finalizou Fioreze.

Fonte: http://www.expointer.rs.gov.br/